domingo, 5 de janeiro de 2014

sóisto.

É como se tudo parecesse inútil quando não é partilhado contigo. É I se as tuas atitudes não me afectassem por mais que diga que não me importo. É como ter o coração fora do peito e a cada dia andar com ele nas mãos sempre com medo que um dia mudes comigo e que deixemos de ser "nós" e passemos a ser distintos.. daqueles que não se conhecem mas que teem muitas memórias em conjunto. Por mais voltas que o mundo dê as memórias ficam mesmo que as pessoas mudem. O que a maioria não entende é que és parte daquilo que eu um dia posso chamar de amizade já que pouca gente me demonstrou o verdadeiro significado dela. Muitos tapetes me foram puxados e muitos portos seguros fizeram questão de me demonstrar que não eram tão seguros assim, que muita coisa que eu tinha como garantida não passava de meras palavras que me enchiam na hora e que me esvaziavam com atitudes na hora a seguir. Nunca fui forte, sempre fui ingénua e acreditava que as pessoas não agiam com maldade, sempre tentei armar-me em durona e dizer sempre que tudo iria mudar e que não iria ser mais tolerante e acabo sempre por aceitar as coisas que me aparecem como se não me magoasse. O mal disto é magoarem e nem perceberem porque já nem faço questão que percebam, não porque não quero mas porque muita gente não percebe então guardo para mim... A vida tende-me a demonstrar que muita coisa em que eu acreditava não é tão certa. Que as pessoas mudam e tornam-se naquilo que disseram nunca ser, que tudo é passageiro e nem aquilo que achamos ter como garantido é eterno. Que amigos são aqueles que contra muita coisa estão do teu lado. Que a vida só faz sentido se for vivida sem pensares naquilo que os outros pensam. Que por mais que faças o que puderes por uma pessoa nunca te vai ser retribuido da mesma forma.. a vida é isso mesmo caires sete vezes e levantares oito mesmo que existam muitas forças para que estejas no chão.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Trust.no.one.

Eu achava que já nada me conseguia surpreender, que a vida era sempre esta mesma rotina com as mesmas amizades e com o mesmo pensamento de que estas eram a única escapatória suficientemente boa para não pensar nas ilusões e desilusões que me apareciam à frente. Eu acreditava que os meus problemas, se tornavam lições de vida quando debatidas e pensadas seriamente em conjunto e não motivos de histórias e novelas para serem contados no dia seguinte a toda a gente que quisesse saber. Eu achava que quem estava comigo, estava de corpo e alma, de boca, nariz, ouvidos e olhos.. mas a vida mostrou-me de uma maneira quase obrigatória e inacreditável que estava só de boca. Eu achava que confiar desta forma, era como se confiasse em mim mesma, como se olhasse para o espelho e visse em outras pessoas, eu sem tirar nem pôr. As pessoas surpreendem, e da pior forma possível.. Passas a ver toda a confiança depositada posta no lixo como se não valesse nada. Como é que é possível as pessoas fingirem tão bem? Como é que é possível te darem como uma amizade garantida na frente e um motivo de falatório nas costas? 
Todas as minhas dúvidas, medos e segredos ficaram expostas como um panfleto de rua para quem quisesse ler e reler.. é por isso que a partir de agora, não faço muita questão que as pessoas me conheçam a fundo, pelo menos aquelas que mal me conhecem, há pessoas que não merecem o meu coração aberto e não merecem conhecer o nosso interior tão bem como nós mesmos.. porque toda essa informação pode ser motivo de assunto. Existe mesmo gente má, consegui agora convencer-me disso, não sei o que ganham em troca, mas também não quero saber .. sei que em troca disto tudo eu aprendo a ver a vida de forma diferente, e não foi a vida que mudou.. fui eu mesma. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

this

Antes eu entendia, falava que era igual, que a vida era assim mesmo: a gente sempre gosta mais, se importa mais, é normal. Tretas!

Tou aqui, de pé, mulher, e falo com toda a propriedade e certeza do mundo que nada disso é normal, que a vida não é assim, não é para ser assim. A vida é muito mais do que aceitar pouca coisa, a vida é muito, sabes? Perda de tempo é passar o tempo com quem não aproveita o tempo que tem connosco. Tens mais de um milhão de pessoas pelo planeta, um milhão de pessoas, já paraste pra pensar nisso? Um milhão de corações dispostos, um milhão de corações que adorariam passar o tempo que for com o teu. E nem venhas com essa conversa de que ainda assim, tu só queres uma pessoa. Querer quem não nos quer não conta, é deixar de lado o amor próprio e isso não vale, tá fora de questão.

O segredo é colocar a teoria na prática e parar de correr atrás de quem foge a correr de ti. Quando gostam, não precisamos de correr atrás, quando viramos ele tá ali, do nosso lado, a segurar na nossa mão e a dizer que não nos deixa nunca. E não foge, não desliga o telefone, não solta a tua mão. Enquanto a gente não se amar, ninguém nos ama. Isso é lei, é regra, não tem para onde fugir dela. Vê se aprendes. Vê se acordas. Vê se amas – vê se te amas a ti mesma!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

.miss

Queria poder dizer que te esqueci, que estar ao teu lado já não me afectava, que o teu sorriso não é o mais bonito e encantador que alguma vez vi e que só de olhar para ele fico feliz, queria poder dizer que és só mais uma pessoa que passou pela minha vida sem deixar saudades e aquele gosto de quero mais, quero mais sorrisos, gargalhadas, palavras, conforto, carinho.
Continuas a ser, o mesmo de sempre! Aquele que olho e me dá sempre um frio no estômago, daqueles frios bons sabes? Mas ao mesmo tempo aquele frio que me congela o peito só de saber que não te posso ter para mim, só para mim. É a pior sensação do mundo ter-te ali e não poder dizer o quanto tenho saudades tuas e o quanto me fazes falta, custa tanto olhar-te nos olhos e ver que aquilo que tivemos fizeste questão de apagar, que não és mais aquele que eu gostei desde o inicio, que fizeste questão de te tornar só mais um sem quereres fazer diferença, uma pequena diferença que seja, que preferiste sorrir com outra pessoa e deixar-me aqui com o trabalho de reconstruir todos os bocados que partiste.
Quero que saibas que por mais que queira (E olha que quero muito!) não consigo esquecer memórias e pessoas para quem me dei tanto e que me arrancaram tantos sorrisos e ao mesmo tempo tantas lágrimas.
Não me arrependo, só acho que podia ter sido tudo diferente.. eu e a minha mania de gostar tanto das pessoas ao ponto de deixar de gostar de mim mesma, ao ponto de não querer saber da minha felicidade e pôr a dos outros em primeiro lugar, eu e a minha mania de sentir ciumes daquilo que nunca foi meu.. Porque nunca foste, será que o és de alguém? És livre, é o teu feitio e não posso ir contra isso.
Nunca ninguém vai entender, por isso prefiro guardar para mim, que os teus defeitos já os sei de cor e salteado, e que mesmo assim gosto de ti, porque gostar é isso mesmo.. com defeitos incorrigíveis, mas mesmo assim seres o melhor que pode existir, pelo menos para mim!

"Os apaixonados encontram-se no meio da multidão" 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Quem sabe..

“Quem sabe se lesses o que eu escrevo sobre ti, entenderias o mal que me causa ter que me lembrar de que me deixaste aqui, esperando por ti. É triste ver-me com a cara molhada, e o espelho já não aguenta mais isso. Não há fingimento quando estou sozinha,não há quem segure a minha mão para dizer que passou ou que me sacuda na cama para eu acordar de um pesadelo. Isso não é um pesadelo e tu brincaste comigo. Não dá para entender como alguém tem coragem disso, e olha que tu dizias ter importância para ti. Tenho pena do que tu não te importas. Não há maquilhagem que me livre de olheiras, não há remédio que me faça dormir, não há almofada com o teu cheiro e nem na minha roupa tenho mais. Tu quiseste assim, enquanto eu não queria nem dizer até amanhã. E é como se em cada linha, ficasses um pouco nas palavras e saísses de mim, eu já não suporto tamanha dor. E só assim eu desabafo o que eu tinha para dizer para ti e tu nem quiseste ouvir, é que em cada linha que ficas, é um pedaço de mim que fica livre, é uma parte que não precisa ser tirada em lágrimas. O teu excesso, dentro de mim, maltrata-me, e a tua ausência do meu corpo, destrói-me. Eu acostumo-me. Balanço-me de vez em quando a ler os textos que escrevi, tu nunca vais ver nem saber o que eu tinha para falar, tu nunca vais ter noção do quanto me fizeste sofrer e do quanto eu estou a ter que lutar para não deixar isso transparecer. Tu disseste que realmente não tinhas sofrido o que eu sofri, mas que não te sentias bem sem mim, pareces ter aprendido bem rápido… Ensinas-me como desgostar? Porque eu não sabia que “eu gosto de ti” quando ditos assim, voavam depressa até do coração. Engolir o choro também deve ser bem prático para ti que já estás acostumado a esquecer das coisas, não é? Então, ensina-me também. Bem que disseste que tinhas que ser tu, e foi. Foste tu no amor e na dor mais ainda, foste tu no meu choro e em todos os textos suplicando para não me deixares desistir, foste tu nas noites mal dormidas e nos sonhos que não se realizaram, foste tu em cada batida fraca que meu coração pulsava, porque de força já não tinha nada. Foste tu nas músicas que eu ouvia só para te lembrar, foste tu no meu pensamento que escorria pelo meu rosto cada pedaço teu, foste tu a fazer com que gostasse de ti e foste tu que me deixaste pra trás. Foste tu e ainda és, és tu quando eu não consigo parar de chorar, e quando eu já não me acho o bastante, és tu quando eu me lembro dos teus abraços e de cada sorriso que me tiravas, és tu na dor que eu sinto quando tudo isso vem a tona, és tu quando me lembro das promessas que tu nem sequer cumpriste, e nem te lembraste que não devias fazer isso. Tu estavas endividado quando disseste que promessa é dívida, tu estavas no controle e desperdiçaste tudo.
Como se no lixo coubesse sentimentos. Como se o coração ficasse perfeito depois de tantos bocados quebrados. Quando te lembrares, diz se valeu a pena só brincar, olha para o lado e vê se fizeste a escolha certa, vê uma foto minha nalgum lugar e pergunta onde foi que tu deixaste essa rapariga, depois diz se esquecer é fácil e se desgostar existe do lado de dentro nós.

terça-feira, 7 de maio de 2013

plim

Ele não ligava, nem mandava mensagem durante semanas. Mas tinha uma mania sacana de aparecer quando já estava quase a desaparecer da minha cabeça. Era carência, estava na cara – e faltava vergonha na minha, porque eu sempre acabava a ceder. Não me dava valor e ainda ficava indignada por ele não dar também. Eu aceitava ser a última opção e ainda tinha a cara de pau de espernear e choramingar por ai a usar a maldita frase clichê de que nenhum homem presta. 

Claro que ele não ia prestar, para quê prestar com alguém que transpirava falta de amor próprio? Ninguém ama quem não se ama, ninguém respeita quem não se respeita – doloroso, mas verdadeiro. E quando não tá na onda de ser amada, tá tudo tranquilo – um excesso de carência com o outro e fim de conversa. Mas eu estava interessada em sentimento, estava na onda da mão dada e telefonemas de madrugada só para ouvir um ”tava a pensar em ti”. E claro que ele não ligava, a gente quase sempre só pensa antes de dormir em quem causa aquele nervoso de incerteza dentro do nosso peito – e eu estava sempre ali, um poço de certezas, não tinha porquê ele pensar. Muito menos ligar. E foi ai que eu mudei. Parei de aceitar o último bocado do bolo, se o primeiro pedaço não fosse para mim, eu simplesmente ia embora – não me servia mais. E olha só que mágico, ele nunca me chamou para tantas festas e nunca vi alguém me oferecer tantos bocados de bolo – a mágica só não foi tão boa porque eu simplesmente não queria mais. Não queria mais mágica, não queria mais bolo, não queria mais ele. Quando passamos a valorizar-nos conseguimos ver nitidamente quanto os outros valem – e ele valia tão pouco, que me desencantei. Peguei no meu coração e meti-o no topo de uma árvore alta, e vou falar, nunca vi tanta gente disposta a escalar – homem adora um desafio. Pois bem, que vença o melhor!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

...

É o último, jurei a mim mesma não fazer mais textos a falar sobre ti.. não por não querer, mas por já não valer a pena continuar a escrever páginas dum livro do qual tu quiseste sair sem motivos aparentes. 
Era fácil demais, e como se diz tudo o que vem fácil vai fácil.. tu não fugiste a essa regra, e como eu gostaria que tu fosses excepção, mas não foste.
Bate saudades, daquilo que um dia fomos ainda que por instantes, por momentos.. nada concreto e tudo incerto. Espero que um dia te relembres dos dias em que fomos contra o mundo, ainda que lutando por uma causa perdida.. causa essa que sabíamos à partida que iria ser sempre assim, sem futuro.. Mas que vivíamos intensamente como se não soubéssemos disso.
Ás vezes penso que seria bom se voltássemos a ser desconhecidos, meras pessoas que se cruzaram ao acaso sem nada que as ligasse.. Estranhos, que nunca se viram, nunca se tocaram, e nunca viveram nada juntos mas com histórias idênticas de vida. É sempre assim, no final é cada um por si... pode ser que o destino, numa curva da vida nos faça voltar a encontrar-nos e sorrir da mesma forma, mas com caminhos diferentes, caminhos esses que traçámos definitivamente.
Que eu seja capaz de olhar para ti e não sentir nada, sentir que foste algo importante na minha vida.. e não sentir que és o mais importante na minha vida.  
De agora em diante, vou amar aquilo que mais próximo tenho de mim.. eu mesma!